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05 de outubro de 2026 · Dr. Guilherme Reis

Fratura de Colles: 7 sinais após queda com a mão aberta

Fratura de Colles: entenda o que é, os sinais após uma queda com a mão aberta e como o tratamento é definido.

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Fratura de Colles é o nome dado à fratura da extremidade do rádio, o osso do antebraço alinhado com o polegar, quando o fragmento se desloca para trás. O quadro geralmente surge após uma queda com a mão aberta, típica de escorregões em casa e de acidentes de bicicleta. Dor, inchaço e deformidade no punho pedem avaliação médica, pois fraturas e entorses podem se assemelhar no primeiro momento.

Fratura de Colles: ilustração médica das ossos do punho e do rádio distal com linha de fratura após queda com a mão aberta
Fratura de Colles: ilustração de apoio ao conteúdo.

Fratura de Colles: como acontece e por que o punho deforma?

O rádio é o osso do antebraço que sustenta grande parte da carga que passa pelo punho. A fratura de Colles ocorre na sua extremidade distal, a cerca de dois centímetros da superfície articular, quando a energia da queda é transmitida pela mão estendida. O fragmento ósseo desloca em direção dorsal, o que explica a aparência de garfo ou de colher invertida descrita em alguns casos.

A American Society for Surgery of the Hand explica que o quadro é mais frequente em pessoas acima de 60 anos, sobretudo quando há redução da densidade óssea. Em pessoas jovens, o mesmo mecanismo costuma gerar fraturas de maior energia, com maior chance de atingir a superfície articular e estruturas vizinhas.

Vale lembrar que nem toda dor no punho após queda significa fratura. Entorses, lesões ligamentares e traumatismo da fibrocartilagem triangular podem produzir queixas parecidas. A definição depende de exame físico e radiografias, e não da intensidade da dor relatada.

7 sinais possíveis após queda com a mão aberta

  1. Dor imediata no punho. Concentra-se na região logo abaixo do punho, do lado do polegar.
  2. Inchaço rápido. A região pode aumentar de volume nas primeiras horas.
  3. Deformidade visível. O punho pode adquirir formato arqueado ou de garfo.
  4. Dificuldade para movimentar. Girar o antebraço e mover o punho fica limitado.
  5. Equimose progressiva. Manchas roxas podem surgir e descer em direção aos dedos.
  6. Dor ao apoiar o peso. Sustentar copos, digitar ou girar maçanetas fica doloroso.
  7. Formigamento associado. Sensação anormal nos dedos pode sugerir envolvimento de nervo.

Formigamento intenso, dedos frios ou palidez exigem atendimento com prioridade, pois podem indicar comprometimento vascular ou de nervo. Deformidade importante também pede avaliação rápida, já que a redução precoce é discutida conforme o caso.

Tipos de desvio e impacto funcional possível

As fraturas da extremidade do rádio variam em desvio, cominuição e envolvimento articular. A tabela organiza didaticamente alguns padrões, mas não substitui o exame presencial nem define a conduta sozinha.

Padrão Características gerais Impacto funcional possível
Sem desvio Trinca óssea estável, alinhamento mantido Imobilização e reabilitação mais simples
Com desvio Fragmento inclinado ou deslocado para trás Pode exigir redução, com ou sem cirurgia
Intra-articular Linha de fratura alcança a superfície do punho Risco maior de rigidez e artrose futura
Cominutiva Fragmentação em múltiplos pedaços Planejamento cirúrgico individualizado

A presença de fratura associada do processo estilóide ulnar é relativamente comum e costuma ser verificada na radiografia. Quando a lesão estende ao lado do ulna, a avaliação ganha detalhe adicional.

Como é feita a avaliação médica?

A consulta começa pelo mecanismo do trauma: como foi a queda, altura, apoio da mão e intensidade da dor. O exame físico observa deformidade, inchaço, equimose, pontos dolorosos, mobilidade e a integridade de nervos e vasos. A radiografia em duas incidências é o exame inicial habitual.

Em casos selecionados, tomografia computadorizada ajuda a definir o envolvimento articular e a planejar a cirurgia. A referência OrthoBullets sobre fraturas do rádio distal descreve parâmetros radiográficos usados na decisão entre tratamento conservador e cirúrgico, reforçando que a análise é individual.

Quem já teve osteoporose diagnosticada ou fraturas anteriores pode conversar sobre investigação da saúde óssea, pois a queda pode ser o primeiro sinal de fragilidade do esqueleto.

Tratamento e recuperação da fratura de Colles

Fraturas estáveis e bem alinhadas costumam ser tratadas com imobilização em gesso ou órtese, com reavaliação radiográfica nos primeiros dias, quando um pequeno desvio tardio pode ocorrer. Fraturas desviadas podem exigir redução fechada antes da imobilização.

Quando o desvio persiste, a superfície articular está comprometida ou a fratura é instável, a cirurgia pode ser indicada, com técnicas que variam de agulhas percutâneas a placas. O tipo de fixação não é escolhido pela preferência do paciente, e sim pelas características da fratura.

A reabilitação é parte central do resultado. O tempo de imobilização gera rigidez esperada, e a fisioterapia ajuda a devolver amplitude e força de forma gradual. Muitas pessoas ficam ansiosas com o raio-x final, mas o que pesa no dia a dia é a função recuperada, que segue ritmo próprio. Para lesões semelhantes, o conteúdo sobre fraturas e luxações nas mãos e sobre reabilitação da mão complementa este artigo.

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Perguntas frequentes sobre fratura de Colles

1. Fratura de Colles sempre precisa de cirurgia?

Não. Fraturas estáveis e bem alinhadas costumam ser tratadas com imobilização e acompanhamento radiográfico. A indicação cirúrgica depende do desvio, da estabilidade e do envolvimento articular.

2. Quanto tempo dura a recuperação?

O tempo varia conforme o padrão da fratura e a resposta individual. A consolidação óssea costuma levar algumas semanas, e a recuperação funcional completa pode estender-se por meses, com fisioterapia orientada.

3. O punho pode ficar com limitação depois?

Alguma perda de amplitude ou de força pode persistir em alguns casos, sobretudo em fraturas articulares ou cominutivas. O acompanhamento e a reabilitação ajudam a reduzir esse risco.

4. O raio-x normal descarta fratura?

Não em todos os casos. Fraturas sem desvio podem ser discretas no exame inicial. Diante de dor persistente, a reavaliação clínica e eventual repetição da imagem são condutas habituais.

Caiu com a mão aberta e sente dor, inchaço ou deformidade no punho? Uma avaliação individual pode esclarecer o quadro e orientar os próximos passos, sem decisões precipitadas.

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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. A indicação de qualquer tratamento depende de avaliação individual.

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