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05 de outubro de 2026 · Dr. Guilherme Reis

Ruptura do tendão extensor: 7 sinais na mão

Ruptura do tendão extensor: veja os sinais de dedo caído após corte ou trauma, o papel do dedo em martelo e como o quadro é avaliado.

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Ruptura do tendão extensor é a perda da continuidade do tendão que estica o dedo, em geral depois de um corte ou de um trauma na mão, e que faz o dedo ficar caído sem conseguir subir. O tendão extensor corre por baixo da pele no dorso da mão, e quando se rompe o movimento de esticar fica fraco ou ausente. Dificuldade para esticar o dedo, dor local e um degrau no trajeto do tendão são queixas frequentes, e a avaliação individual ajuda a definir o nível da lesão e as opções de cuidado.

Ruptura do tendão extensor: ilustração anatômica do dorso da mão mostrando o tendão extensor interrompido no trajeto do dedo, tom clínico clean, sem paciente real
Ruptura do tendão extensor: ilustração de apoio ao conteúdo.

Ruptura do tendão extensor: o que é e por que o dedo não estica

Responsáveis pela estabilidade, os tendões extensores ligam os músculos do antebraço às falanges e são responsáveis por esticar os dedos e o punho. Na ponta do dedo, o tendão forma uma estrutura fina que endireita a última articulação. Quando esse trajeto é cortado ou esmagado, o dedo perde a força para subir e tende a ficar em posição fletida.

A causa mais comum da ruptura do tendão extensor é um ferimento cortante, como um corte por vidro, faca ou ferramenta, que secciona o tendão no dorso da mão ou do dedo. Esmagamentos, mordeduras e traumas fechados também podem romper o tendão ou arrancar sua inserção óssea, assim como fraturas dos ossos da mão e cirurgias prévias no local.

A American Society for Surgery of the Hand descreve as lesões do tendão extensor e explica por que o dedo deixa de subir conforme o nível do corte. O dedo em martelo, conhecido como dedo em mallet, é uma forma específica em que a ponta do dedo fica caída por avulsão do tendão na falange distal. Em alguns casos, a lesão passa despercebida quando o corte é pequeno, mas a perda do movimento tende a aparecer cedo.

7 sinais de ruptura do tendão extensor na mão

  1. Dedo caído. O dedo fica fletido na articulação e não sobe quando a pessoa tenta esticá-lo, mesmo com esforço.
  2. Perda do movimento de esticar. Ausência ou fraqueza importante ao tentar endireitar o dedo ou a mão contra a gravidade.
  3. Dor e inchaço no dorso. Desconforto local no trajeto do tendão, com edema que piora nos primeiros dias.
  4. Ferida ou corte visível. Uma lesão de pele no dorso da mão ou do dedo que pode ter atingido o tendão por baixo.
  5. Degrau palpável. Sensação de interrupção ao palpar o tendão, com a porção retraída em direção ao punho.
  6. Ponta do dedo em martelo. A extremidade do dedo fica caída e não acompanha o movimento, típico do dedo em mallet.
  7. Dificuldade nas tarefas do dia. Dificuldade para abrir a mão, segurar objetos ou digitar por causa do dedo que não estica.

Ferida com sangramento, perda de sensibilidade no dedo ou deformidade acentuada pedem avaliação imediata, pois podem indicar lesão de nervo, de vaso ou de osso associada.

Locais e tipos de ruptura do tendão extensor

A localização da lesão influencia o que se perde, pois os tendões extensores têm níveis diferentes no dorso da mão e dos dedos. A tabela organiza situações frequentes de forma educativa.

Situação Onde costuma ocorrer Que movimento se perde
Corte no dorso do dedo Trajeto do tendão no dedo Esticar a articulação do dedo
Dedo em martelo (mallet) Ponta do dedo, falange distal Endireitar a última articulação
Corte no dorso da mão Dorso, sobre as articulações Esticar os dedos e o punho
Esmagamento ou fratura Área do trauma e cirurgia prévia Estender a mão contra a força

O nível do corte nem sempre corresponde à perda total do movimento, e é o conjunto do exame físico que costuma indicar os tendões atingidos.

Como é feita a avaliação médica

A consulta começa com a história do trauma: como ocorreu o corte ou a pancada, quando o dedo parou de esticar e se há ferida aberta. O exame físico testa cada articulação de forma isolada, avalia a força de extensão contra resistência, procura degraus no trajeto do tendão e verifica sensibilidade e circulação do dedo.

Nas lesões abertas, o exame da ferida é feito com cuidado, e a exploração cirúrgica pode ser indicada para confirmar a lesão do tendão. Radiografias ajudam a identificar fraturas associadas e avulsões ósseas, comuns no dedo em martelo. Em lesões fechadas e duvidosas, a ultrassonografia pode ser considerada para avaliar a continuidade do tendão, sempre com indicação individualizada.

A avaliação também considera diabetes, tabagismo e tempo de evolução, que podem influenciar a cicatrização, e quadros com sintomas parecidos, como rigidez articular.

Tratamento da ruptura do tendão extensor

O tratamento depende do tipo e do nível da lesão. Nas lesões abertas por corte, a reparação cirúrgica costuma ser indicada para reconectar as extremidades do tendão. O procedimento pode envolver a sutura do tendão, o cuidado dos tecidos ao redor e a proteção com órtese no pós-operatório.

Nas lesões fechadas e no dedo em martelo sem fratura grande, o tratamento conservador pode ser proposto com imobilização contínua do dedo em extensão por algumas semanas, usando órtese específica. A adesão é fundamental, pois retirar a órtese antes do prazo pode levar à perda do movimento conquistado.

Depois da fase de proteção, a reabilitação com terapia de mão ajuda a recuperar amplitude e força de forma gradual. A progressão deve ser lenta para não sobrecarregar a reparação. A orientação da sociedade de cirurgia da mão sobre o dedo em martelo reforça o papel da imobilização adequada nesses casos.

Conteúdos complementares sobre lesão de nervo na mão: sintomas e recuperação e sobre dor na mão: causas comuns e avaliação ajudam a comparar quadros com sintomas parecidos.

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Perguntas frequentes sobre ruptura do tendão extensor

1. Todo corte na mão corta o tendão extensor?

Não. Muitos cortes atingem apenas a pele e o tecido subcutâneo. A lesão do tendão depende da profundidade do ferimento e do local, e a perda do movimento de esticar costuma ser o sinal que levanta essa suspeita.

2. Dedo em martelo volta ao normal sozinho?

Em alguns casos, a imobilização contínua com órtese por algumas semanas permite a cicatrização na posição correta. A resposta varia, e o uso adequado do tempo de órtese é decisivo para o resultado.

3. Ruptura do tendão extensor precisa de cirurgia?

Nem sempre. Lesões abertas por corte costumam indicar reparação cirúrgica, enquanto lesões fechadas e o dedo em martelo podem ser tratados com imobilização. A decisão é individual e depende do tipo e do nível da lesão.

4. Quando procurar avaliação para dedo que não estica?

Se o dedo parou de esticar após um corte ou trauma, se há ferida aberta no dorso ou se a ponta do dedo ficou caída, vale procurar avaliação sem demora. Perda de sensibilidade ou deformidade acentuada também merecem atenção rápida.

Ficou com o dedo caído ou sem conseguir esticar a mão após um corte ou trauma? Uma avaliação individual pode esclarecer o nível da lesão e orientar as opções de cuidado, sem promessa de resultado.

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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. A indicação de qualquer tratamento depende de avaliação individual.

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