O que é
Por pequenos portais na pele, uma câmera de dois a três milímetros e instrumentos delicados entram na articulação. A imagem ampliada num monitor mostra estruturas que exames de imagem nem sempre definem, e permite tratar no mesmo procedimento.
Quando é indicada
- Lesões da fibrocartilagem triangular (TFCC), para reparo ou desbridamento.
- Lesões ligamentares do punho, como a do ligamento escafolunar.
- Cistos sinoviais dorsais, com ressecção por dentro da articulação.
- Fraturas do rádio distal e do escafoide, como auxílio para a redução da superfície articular.
- Dor no punho sem causa definida nos exames, quando o exame direto esclarece o diagnóstico.
O que muda em relação à cirurgia aberta
As incisões são mínimas, a agressão aos tecidos é menor e a visão das estruturas é mais precisa. Em casos selecionados, isso se traduz em menos dor e retorno mais rápido às atividades. Nem toda condição pode ser tratada por artroscopia, e a indicação é feita caso a caso.
Recuperação
O tempo de imobilização varia com o procedimento realizado: de poucos dias, numa ressecção de cisto, a algumas semanas, num reparo ligamentar. A fisioterapia orienta o retorno da mobilidade e da força.
Dúvidas frequentes
A artroscopia é feita com anestesia geral?
Em geral é feita com bloqueio anestésico do braço, com ou sem sedação, em regime ambulatorial ou de curta internação. A escolha é feita com o anestesista.
Fico com cicatriz?
Os portais têm poucos milímetros e costumam deixar marcas discretas.
Serve para qualquer dor no punho?
Não. A artroscopia é indicada quando há suspeita de lesão intra-articular que se beneficie do tratamento por essa via. Dores de origem tendínea, nervosa ou óssea fora da articulação têm outras abordagens.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. A indicação de qualquer tratamento depende de avaliação individual.